terça-feira, 28 de abril de 2015

Marinha abre Concurso com 230 vagas para Admissão ao Colégio Naval

A Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) recebe a partir do dia 27 de abril de 2015, as inscrições do Concurso Público de Admissão ao Colégio Naval (CPACN).
O objetivo desta oportunidade é selecionar alunos para o curso de Graduação da Escola Naval (Preparação de Aspirantes), cujo ciclo escolar será conduzido em regime de internato, com duração de três anos letivos. Ao todo 230 vagas foram anunciadas, sendo 46 deste total destinadas aos candidatos negros.
Para concorrer é preciso ter 15 anos completos ou menos de 18 anos de idade no primeiro dia do mês de janeiro de 2016, e, dentre outras ações, ter concluído, com aproveitamento, o 9º ano do Ensino Fundamental ou estar em fase de conclusão.
Se você tem interesse em concorrer, inscreva-se até às 23h59 do dia 15 de junho de 2015 (considerando o horário oficial de Brasília - DF), por meio do site www.ensino.mar.mil.br. A taxa paga pela participação é de R$ 25,00.
Além disso, também é possível solicitar a participação em uma das organizações militares da Marinha, dentro do mesmo período, porém, em horário diferente, já que o atendimento é realizado das 8h30 às 16h.
A seleção dos participantes ocorre através das seguintes fases: Prova Escrita Objetiva de Matemática; Estudos Sociais, Ciências e Português; e Redação; além de eventos complementares constituídos de Inspeção de Saúde; Teste de Aptidão Física; e Curso de Formação.
Estas etapas serão realizadas nas cidades de: São Pedro da Aldeia (RJ); Rio de Janeiro (RJ); Angra dos Reis (RJ); Vila Velha (ES); Salvador (BA); Natal (RN); Olinda (PE); Fortaleza (CE); Belém (PA); São Luís (MA); Rio Grande (RS); Santa Maria (RS); Curitiba (PR); Porto Alegre (RS); Florianópolis (SC); Ladário (MS); Cuiabá (MT); Brasília (DF); São Paulo (SP); e Manaus (AM).
Vale lembrar que aprovação neste certame permite ao aluno receber o certificado de conclusão de Ensino Médio, acompanhado da respectiva Ficha Histórico Escolar, além do certificado de Reservista Naval.
O curso é totalmente gratuito, e proporcionará ao selecionado alimentação, uniforme, vencimentos e assistência médico-odontológica, psicológica, social e religiosa.
A validade do concurso terminará na data do encerramento do Período de Adaptação. Caso queira obter mais informações, não deixe de conferir o edital completo disponível em nosso site.
Jornalista: Ynaiê Botelho

Depen abre Concurso Público com 258 vagas de níveis médio e superior

Com a execução do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) realiza um dos Concursos Públicos mais aguardados em 2015, com a oferta de 258 vagas. Deste montante há reserva para pessoas com deficiência e candidatos negros.
Por meio desse certame serão nomeados Especialistas em Assistência Penitenciária das áreas de Enfermagem (2), Farmácia (1), Pedagogia (2), Psicologia (1), Serviço Social (1) e Terapia Ocupacional (1); Agente Penitenciário Federal (240) e Técnico de Apoio à Assistência Penitenciária - Técnico em Enfermagem (10).
Os cargos exigem formação de níveis médio ou superior e oferecem salários de R$ 3.679,20; R$ 5.254,88 ou R$ 5.403,95, considerando a função exercida, já que a jornada a ser desempenhada está definida em 40 horas semanais. Em caso de plantão, considera-se 192 horas mensais.
O período de inscrição ocorre de 27 de abril de 2015 a 17 de maio de 2015, pelo site www.cespe.unb.br. A taxa a ser recolhida nessa etapa é de R$ 75,00; R$ 90,00 ou R$ 95,00, que deve ser paga por GRU em qualquer unidade bancária.
Para classificar os participantes serão aplicadas Provas Objetiva e Discursiva, Exame de Aptidão Física, Avaliações Médica e Psicológica, Investigação Social e Curso de Formação Profissional. A classificação final possui validade de dois anos, com possibilidade de ser prorrogada por igual período.
Os testes estão divididos em duas fases e possuem caráter classificatório e/ou eliminatório. A data provável para aplicação da Prova Objetiva, que inicia essa etapa é 28 de junho de 2015, quando os participantes terão 4h30 para realizarem o teste nas 26 capitais do país, no Distrito Federal e nas cidades de Catanduvas (PR) e Mossoró (RN).
Outros detalhes podem ser conferidos no edital de abertura disponível em nosso site.
Jornalista: Aline Martins

domingo, 26 de abril de 2015

NUPLAM seleciona estudantes para estágio na indústria farmacêutica

O Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (NUPLAM) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está selecionando estudantes para estágio remunerado na área de Engenharia Mecânica. O período de inscrições acontece nos dias 27 e 28 de abril, e a seleção, no dia 29.
Podem participar do processo seletivo alunos regularmente matriculados nos cursos de graduação em Engenharia Mecânica, Farmácia, Química, Engenharia de Produção, Ciências Biológicas e Biomedicina da UFRN que estejam inscritos no Cadastro Único de Bolsas e tenham disponibilidade para cumprir 4 horas diárias de estágio.
Serão convocados dois candidatos, um para contratação imediata e outro para o cadastro de reserva. Os selecionados terão uma jornada de estágio de 20 horas semanais, divididas em 4 horas diárias, e receberão uma bolsa mensal no valor de R$ 620. O contrato com os candidatos aprovados terá duração de seis meses e poderá ser renovado.
Os interessados devem procurar o Setor de Gestão de Pessoas (SGP) do NUPLAM, no Campus Central, nos dias 27 e 28, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h, e apresentar no ato da inscrição o atestado de matrícula do semestre atual, histórico acadêmico e currículo com atividades acadêmicas e experiências afins.
Os candidatos serão selecionados por meio da avaliação do currículo, entrevista e análise do Índice de Eficiência Acadêmica (IEA). O resultado final será divulgado no dia 30 e poderá ser consultado na secretaria do NUPLAM, no site: www.nuplam.ufrn.br ou pelo telefone: (84) 3342-2295.
O início do estágio está previsto para o dia 4 de maio. Confira o edital no link: http://www.nuplam.ufrn.br/Sel_Est.pdf.
*Com informações da Agecom/UFRN.

TN

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Concurso DPU:começa período de inscrição

A Defensoria Pública da União (DPU) deu início hoje (22) ao período de incrição para o concurso público que visa preencher 143 vagas e formar cadastro de reserva em cargos de nível médio e superior. As oportunidades são para os Estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
As inscrições poderão ser realizadas de hoje (22) até 11 de maio de 2015, no site: www.cespe.unb.br/concursos/dpu_15_administrativo. A taxa de inscrição varia de R$70,00 a R$100,00, a depender do cargo.
Para o cardo de Agente Administrativo, que exige nível médio, foram disponibilizadas 105 vagas. A remuneração é de R$ 3.817,98, já incluso valor do auxílio alimentação, por jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Os cargos de nível superior são: Analista Técnico Administrativo (34 vagas), Arquivista (CR), Assistente Social (CR), Bibliotecário (CR), Contador (1 vaga), Economista (1 vaga), Psicólogo (1 vaga), Sociólogo (CR), Técnico em Assuntos Educacionais (CR) e Técnico em Comunicação Social/Jornalista (1 vaga). O salário é de R$ 6.348,27.
As provas objetivas serão aplicadas no dia 21 de junho de 2015, nas 26 capitais dos estados da Federação e no Distrito Federal. Os locais e horários serão informados no dia 9 de junho pelo site da organizadora do concurso.
O prazo de validade do concurso é de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.
Confira o EDITAL do concurso.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Marinha do Brasil abre concurso para Sargento Músico Fuzileiro Naval

O Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais publicou o Edital de Convocação para o Concurso de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos Músicos do Corpo de Fuzileiros Navais. As inscrições estão abertas até 14 de maio e podem ser realizadas pelo site www.mar.mil.br/cgcfn,no link “concursos”, ou presencialmente, nos endereços listados no edital.
Dentre os requisitos para inscrição, destacam-se: ser brasileiro, com idade entre 18 e 24 anos em 1º de janeiro de 2016 e a exigência do ensino médio (ou curso equivalente) completo. A prova será aplicada no dia 20 de junho. São 42 (quarenta e duas) vagas disponíveis, conforme quadro abaixo:
MARINHA
 Durante o curso, cuja duração é de dezoito semanas, em regime de internato, os candidatos aprovados receberão uma ajuda de custo de aproximadamente R$ 858,00 por mês. Após a formatura, já nomeados Terceiros-Sargentos Fuzileiros Navais, passarão a perceber a remuneração mensal inicial da ordem de R$3.890,00, tendo direito a assistências médica, odontológica e psicossocial, bem como outras prerrogativas da carreira militar.
*Com informações da Marinha do Brasil.

Secretaria de Assuntos Fundiários lança processo seletivo para contratação temporária de consultores

A Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária publica edital de Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária de 17 consultores de nível médio e superior. A remuneração varia de R$1.125,00 a R$1.800,00 a depender da função.
Os cargos de nível superior são: Agrônomo (4 vagas), Serviço Social ou Ciências Sociais (1), Administração (1), Zootecnia (1), Geografia (2), Veterinária (1), Direito (1), Contabilidade (1), Comunicação SOcial (1) e Pedagogia (1). Para o nível médio são três vagas para o cargo de Técnico Administrativo.
A seleção será feita através da análise curricular e entrevista. Os currículos poderão ser entregues até às 17h do dia 15 de maio, no Setor de Protocolo da Secretaria de Estado de Assuntos
Fundiários e Apoio à Reforma Agrária (Seara), localizada na Avenida Nascimento de
Castro, 2091, Lagoa Nova.
Os candidatos aprovados e classificados na primeira etapa serão convocados para
participar da Entrevista Técnica de Avaliação de Potencial, cuja data será informada através
de telefone ou e-mail.
Clique AQUI para ler o edital.

TN

quarta-feira, 15 de abril de 2015

OVINOS E CAPRINOS NO BRASIL

A evolução da caprino - ovinocultura brasileira
Por Vânia Rodrigues Vasconcelos e Luiz da Silva Vieira (pesquisadores da Embrapa Caprinos)
 
O rebanho mundial de caprinos e ovinos é de aproximadamente 898.132 mil cabeças. O Brasil detém 22.487 mil cabeças, sendo 37 % de caprinos e 63 % de ovinos. No ano de 1970 o efetivo caprino era da ordem de 14,6 mil animais, elevando-se para 8.236, 5 mil em 2001. Já o de ovinos era da ordem de 18,3 mil animais, passando para 14,2 mil cabeças em 2001. Do efetivo nacional de caprinos, 1,4 % encontra-se na Região Norte, 93 % no Nordeste, 2,4 % no Sudeste, 1,9 % no Sul e 1 % no Centro-Oeste. Com relação ao rebanho ovino, 2,8 % encontra-se na Região Norte, 49 % no Nordeste, 2,8 % no Sudeste, 40 % no Sul e 4,9 % no Centro-Oeste.
O abate mundial de caprinos e ovinos no período de 1991 a 2000 cresceu 7,5 %. Em 1970 foram abatidos no país 752 mil unidades caprinas e 692 mil unidades ovinas. Em 1992, esses números elevaram-se para 1.639 mil cabeças caprinas e 1.196 mil cabeças ovinas, representando um crescimento da ordem de 45,9 % e 57,8 % para caprinos e ovinos, respectivamente. A produção brasileira de peles de caprinos e de ovinos deslanados, em 2000, foi de 6 milhões de unidades. Já a de ovinos lanados foi de 1,3 milhões de unidades.
A Região Nordeste, detentora do maior rebanho brasileiro de caprinos e ovinos, abrange uma área total de 166,2 milhões de hectares, dos quais 95,2 milhões (57 %) estão inseridos na zona semi-árida. As microrregiões geográficas de Juazeiro (BA), Euclides da Cunha (BA), Alto Médio Canindé (PI), Campo Maior (PI), São Raimundo Nonato (PI), Petrolina (PE) destacam-se como principais produtoras de caprinos. No aspecto de densidade, as microrregiões Cariri Ocidental (PB) e Itaparica (PE) destacam-se como as mais importantes. No caso dos ovinos, as microrregiões de Juazeiro (BA), Alto Médio Canindé (PI), Euclides da Cunha (BA), Sertão dos Inhamuns (CE), Sertão de Crateús (CE) e Serrinha (BA) são as principais produtoras de caprinos. A ovinocultura se apresenta mais importante nas microrregiões do Médio Jaquaribe (CE) e Serrinha (BA). Cerca de 50 % do rebanho de caprinos e ovinos do Nordeste estão localizados em propriedades com menos de 30 ha.
A produção média atual de carne ovina no semi-árido Nordestino é de 2,8 kg/ha na caatinga nativa. Entretanto, pode alcançar de 31,4 kg/ha a 71,2 kg/ha com o uso de técnicas de manipulação da vegetação nativa. A produtividade da caprino-ovinocultura de corte no Brasil ainda é baixa. Uma das razões está no regime de manejo da exploração que, predominantemente, é o extensivo, com alta dependência da vegetação nativa, utilização de raças não especializadas, uso de práticas rudimentares de manejo, assistência técnica deficitária, baixo nível de organização e de gestão da unidade produtiva.
Com relação a agroindústria, no Nordeste brasileiro a capacidade instalada dos curtumes é para o processamento de 12,2 milhões de peles/ano. No Sul do país em torno de 1,8 milhões de peles/ano. No que concerne à carne, apenas no Nordeste brasileiro existem 09 abatedouros-frigoríficos especializadas em pequenos ruminantes, com capacidade total para abate de 31.550 animais/dia.
No que diz respeito a participação no mercado mundial, a importação de carne ovina passou de 2,3 mil toneladas em 1992 para 14,7 mil toneladas em 2000, representando um crescimento acima de 600 %. A importação de carne caprina passou de US$ 833 em 1996 para US$ 17,1 mil em 2000, representando, também, um crescimento bastante significativo.
A exportação de peles ovina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 87,1 milhões. Em 2000, representou US$ 7,1 milhões. Os principais países importadores foram a Nigéria, Espanha e o Quênia. A exportação de peles caprina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 25,9 milhões. A exportação de peles caprina em 2000 representou US$ 0,3 milhões. Os principais países importadores foram a Argentina, a Nigéria e a Itália. A importação de peles ovina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 54,6 milhões e de peles caprina de US$ 60,5 milhões. Em 2000, a importação de peles ovinas representou US$ 6,1 milhões e de peles caprinas US$ 8,9 milhões.
Os principais exportadores de peles ovina foram a Espanha, a Itália e a Finlândia e de peles caprina a Espanha, os Estados Unidos e a Itália.
A produção média atual de carne ovina no semi-árido Nordestino é de 2,8 kg/ha na caatinga nativa. Entretanto, pode alcançar de 31,4 kg/ha a 71,2 kg/ha com o uso de técnicas de manipulação da vegetação nativa. A produtividade da caprino-ovinocultura de corte no Brasil ainda é baixa. Uma das razões está no regime de manejo da exploração que, predominantemente, é o extensivo, com alta dependência da vegetação nativa, utilização de raças não especializadas, uso de práticas rudimentares de manejo, assistência técnica deficitária, baixo nível de organização e de gestão da unidade produtiva.
Com relação a agroindústria, no Nordeste brasileiro a capacidade instalada dos curtumes é para o processamento de 12,2 milhões de peles/ano. No Sul do país em torno de 1,8 milhões de peles/ano. No que concerne à carne, apenas no Nordeste brasileiro existem 09 abatedouros-frigoríficos especializadas em pequenos ruminantes, com capacidade total para abate de 31.550 animais/dia.
No que diz respeito a participação no mercado mundial, a importação de carne ovina passou de 2,3 mil toneladas em 1992 para 14,7 mil toneladas em 2000, representando um crescimento acima de 600 %. A importação de carne caprina passou de US$ 833 em 1996 para US$ 17,1 mil em 2000, representando, também, um crescimento bastante significativo.
A exportação de peles ovina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 87,1 milhões. Em 2000, representou US$ 7,1 milhões. Os principais países importadores foram a Nigéria, Espanha e o Quênia. A exportação de peles caprina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 25,9 milhões. A exportação de peles caprina em 2000 representou US$ 0,3 milhões. Os principais países importadores foram a Argentina, a Nigéria e a Itália.A importação de peles ovina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 54,6 milhões e de peles caprina de US$ 60,5 milhões. Em 2000, a importação de peles ovinas representou US$ 6,1 milhões e de peles caprinas US$ 8,9 milhões.
Os principais exportadores de peles ovina foram a Espanha, a Itália e a Finlândia e de peles caprina a Espanha, os Estados Unidos e a Itália.
Com a crescente demanda por produtos caprinos e ovinos, o crescente número de empresários dispostos a investir nessas atividades, a agroindústria instalada e as tecnologias já disponibilizadas pela pesquisa, capazes de atender aos diversos segmentos da cadeia produtiva, a caprino-ovinocultura brasileira irá se destacar no cenário brasileiro como atividades de grande impacto sócio-econômico. 

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ESCOLA MUNICIPAL DEPUTADO DJALMA MARINHO
HISTÓRIA – Profº Valfran
A evolução da caprino e ovinocultura no Brasil

O rebanho brasileiro de caprinos e ovinos cresceu nos dois últimos anos. Na ovinocultura, por exemplo, temos estados importantes em números de animais, como Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Piauí, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Na caprinocultura, da mesma forma, temos regiões representativas, como o Nordeste, além dos estados de Minas Gerais, Pará, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul. No cenário mundial, referente a caprinos e ovinos, em número de animais, a China tem o maior rebanho do mundo, seguida, pela ordem, por Índia, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Reino Unido, Turquia e Espanha.
                O mercado nacional nas duas atividades encontra-se aquecido e o consumidor, parte fundamental do processo, busca, cada vez mais, por produtos e empresas que ofereçam, acima de tudo, qualidade. Já o criador tem o desafio de incrementar seu negócio. Como? Investindo em genética e estando atento a todas as transformações do mercado que possam agregar valor à sua criação.
                Isso pode ser creditado à fusão de alguns fatores: a profissionalização das associações de criadores e dos próprios caprinovinocultores; a busca por informação e tecnologia que contribuam em prol do desenvolvimento da criação e os constantes investimentos em genética, nutrição e sanidade que, ao contrário do que muitos pensam, não podem ser encarados como custo.
                Ao analisar o Brasil, devemos levar em consideração a grande área disponível de pastagem e aproveitá-la de forma racional, com planejamento técnico e um diferencial: produção de carne a custo reduzido. Além disso, o cordeiro, animal jovem com idade preferencialmente inferior a 150 dias e peso vivo entre 28 kg e 32 kg, é o produto mais valorizado. O pastejo direto, utilizando forrageiras de elevada produtividade e valor nutritivo, tais como Coast cross, Tiftons, Pangola, Transvala, Estrelas, Tanzânia e Aruana, é a melhor opção para a atividade. Na gestação, as matrizes são mantidas em pastagens, num sistema rotacionado, e após o parto, durante todo o período de aleitamento, que varia de 45 a 60 dias, ficam em pastagens específicas para a cria dos cordeiros.
                Com qualidade, boa disponibilidade da forragem, constante acesso à água e mistura mineral adequada não há necessidade de qualquer outro tipo de suplementação alimentar para as ovelhas durante o período pré-parto. Todavia, após a parição, por melhor que seja a situação da pastagem, a suplementação alimentar é necessária, tanto para as matrizes como para as crias. O manejo rotacionado das pastagens é uma das condições básicas para a produção intensiva de cordeiros em pastejo. Em comparação às condições de pastejo contínuo, um tempo adequado de repouso, associado a um período curto de pastejo intenso, com um rebaixamento significativo da altura da forrageira, possibilita maior produção e qualidade de forragem, além de ajudar a diminuir o nível de contaminação dos animais por larvas de helmintos parasitas. O Brasil possui centros de excelência em pesquisa, como o Instituo de Pesquisa de Nova Odessa (SP), e outros nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, que também podem orientar o criador sobre cada fase da criação e manejos adequados.
                De uma forma geral, a caprinovinocultura tem aumentado sua participação no agronegócio brasileiro, e pela forma que ela esta crescendo, com base e seriedade, a tendência é que esse quadro se mantenha em expansão. A falta de informação, especialmente em regiões importantes do Brasil, só que menores e fora dos grandes centros, é o principal entrave à consolidação da atividade.
                Os principais atrativos para o criador que quiser ingressar nesse tipo de mercado é que em uma mesma área de criação de bovinos pode-se criar uma quantidade muito maior de ovinos e caprinos, tudo isso respeitando e cumprindo um bom manejo de pastagem, cercamento apropriado e outros conceitos.
                Com um rebanho estimado em 14 milhões de cabeças, a ovinocultura brasileira está concentrada em sua maioria - 9 milhões de animais -, na região Nordeste, principalmente na Bahia, estado onde a atividade é bem atuante. Segundo números da Associação Paulista dos Criadores de Ovinos (Aspaco), em 2004, São Paulo foi o estado que registrou o maior crescimento de rebanho. Para se ter uma idéia do cenário atual e do potencial que a carne de cordeiro ainda pode atingir no Brasil, o consumo per capito/ano desse nicho é de 700g, número baixo, principalmente em comparação aos países onde mais se consome esse tipo de carne, caso da Nova Zelândia, que tem uma média anual de 32 kg por pessoa. Em relação à caprinocultura, o rebanho brasileiro é composto atualmente por 10 milhões de cabeças.
                Vale destacar que o Brasil importa 10% da carne ovina e caprina que precisa para suprir sua demanda. Por falar em demanda, só para a cidade de São Paulo, há necessidade da formação de um plantel com 3 milhões de matrizes para produção média de 500 mil cabritos e cordeiros de qualidade/mês para abate.
                Nesse contexto, o papel das empresas, principalmente de insumos, é incentivar o setor, oferecendo ao criador produtos de qualidade, com total controle da matéria prima utilizada para maximizar os resultados produtivos.
                Além disso, a colaboração dos órgãos governamentais nas pesquisas nestas áreas é fundamental, inclusive com o apoio do governo federal, que poderia beneficiar áreas carentes do Brasil com as tecnologias geradas, servindo como um estímulo à criação de caprinos e ovinos e, ainda por cima, aumentaria a renda dessas regiões.

·         São Paulo do Potengi, já tornou tradicional o evento intitulado por Caprifeira e em 2015 estará realizando a seu XVIII evento. Vale ressaltar a relevância do tal evento para os criadores vendedores e compradores de nossa região e de todo RN que normalmente nos visitam, além da geração de renda direta e indireta aos nossos munícipes e da tradição já implementada pelo acontecimento do Evento. Nosso envolvimento e participação é o envolvimento e participação de nossa cidade fazendo a diferença, recepcionando os visitantes, sendo os bons anfitriões que somos.